quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Barco

a terra
foi asfalto

asfalto
sedimenta

era


mais asfalto

essa cidade
não tem mar

o mar
só o
corpo
sem barco

no mar
sem ferramenta
só o

corpo
a cãibra
amorte

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O que acontece no meio das quinas?

Seu problema
são as quinas

as quinas
das casas
levanta a telha
o ladrão

a quina
do sexo

sim e não

boquete
invertido
feminino

aquela porra de carro
alguém tá chupando uma mina
acho que é uma mina que é mina, tá ligado?!
que é mina cara cara qu
e é min
a mina que é mina
mina cara que cara que ca
ra que é a que a que é a ra ra ra
ra

ra
a cara que é minas
mas pensando bem...
             como eu faria?
             um boquete sentado no carro...

.

da torre de observação
as quadras divididas
por ruas
que encaminham avenidas

dentro das quinas
de madrugada

batem chapas

e o climatizador de ar
engana o calor
menos que seu comprador
"devia ter comprado
um ar-condicionado"

de fato, ao invadir
telhados, cuidado com a luz
que ilumina a câmera
pra polícia

a luz do helicóptero
que vigia as quinas
da periferia

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Poesia palavra rara
Não importam as rimas
que as linhas apenas combinem


Vivemos distante do Sol
Há mais vácuo que espaço
Na terceira ou quarta fase da vida
Tão nebulosa quanto a que somos naturais
Denso quente
E consistente


Sei         mais         sou
Menos               Sin to
Sem mais      
                     (i)     (s)  (u)                  
           (o)   (s)     (e)
                sei sou


tendemos
ao mar , somos
o rio o fio


30% terra grande barranco deslizamento


70% água
“A vida é o desejo da água de ser terra”
feito água
linha feito fibra ótica
teia


sinapses online


.

enquanto amo
sussuro privado
enquanto labuta
tortura. Tudo progcresce dentro a atmosfera
com sol batendo na terra
com lua na ponta do pé


o
vento
frio
na
frieira
na
areia
da onda do mar


o mar
quem guarda
toda a água
que         há

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Estalo de céu veloz

verde vento empurra
me
meu sou(l) ponto expande

azul zunido de
estrela noturna eu

confuso cão
seu sonido
late ladra sublima
prata tal
nuvem negra quem propaga,
onix,
o som do calor
.
pedra rasa

terra

vida de aluvião,
tropeçado fluxo

entre
os fios cósmico
escorre
             turbilhonado
                          vão

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Massacre

Sinto feito um Sírio
à flor da pele

luto

em luta espreita
a nuca reverbera em
                pulso-circular
       baixa voltagem
tortura suficiente lacrimejah o
olho no limite da pupila que
salta ao lado
e distende o nervo focal
expremendo com pescoço
o nervo axial

então
       urro
implodindo a garganta que não grita

nenhum contato é necessário
como o toque do celular no sequestro anunciado
as novas do massacre da
milícia : "pronto, já matamos demais"

.

miséria e massacre
vestindo o trapo
produzindo o edifício
às custas das digitais
encorpando as células em câncer
cega, muda
ofuscada
nunca surda
aparentemente convencida
sigo
dissimula
e prepara a

reviravolta
revolução
silva
sibila